Este projeto pedagógico investiga a arquitetura enquanto expressão da memória, da catástrofe e da reconstrução, tendo como ponto de partida o Terramoto de 1755, um dos acontecimentos mais determinantes na transformação urbana de Lisboa.
Desenvolvido com alunos do 6.º ano, o trabalho materializa-se na construção de três maquetes que representam a cidade antes, durante e após o terramoto. Através da observação, do desenho e da construção manual, os alunos analisam a morfologia da cidade medieval — marcada por ruas sinuosas e edifícios orgânicos —, o momento de rutura provocado pelo sismo e o surgimento de um novo pensamento urbano com a reconstrução pombalina.
A maquete assume-se como instrumento de leitura e interpretação do espaço construído, permitindo compreender conceitos fundamentais da arquitetura, como planeamento urbano, hierarquia do espaço público, resistência estrutural e relação entre forma e função. O contraste entre as três fases evidencia a passagem de uma cidade empírica para uma cidade planeada, onde a arquitetura se afirma como resposta consciente ao território e ao risco.
Inserido na vertente experimental do Laboratório, este projeto cruza pedagogia e prática arquitetónica, explorando a arquitetura como processo contínuo de transformação e como ferramenta para preservar, interpretar e transmitir a memória coletiva entre gerações.
Ano: 2025
Local: Alcanena, Santarém

© 2026 Todos os direitos reservados. Design por BlinkEye.
Política de Privacidade | Livro de Reclamações
Fichas de Projeto – Gestão de redes sociais | TREE-TMENT
Fichas de Projeto – Gestão de redes sociais | TREE-TMENT
© 2026 Todos os direitos reservados. Design por BlinkEye.
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Livro de Reclamações